Quotes from The Year of the Death of Ricardo Reis

José Saramago ·  384 pages

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“A solidão não é viver só, a solidão é não sermos capazes de fazer companhia a alguém ou a alguma coisa que está dentro de nós, a solidão não é uma árvore no meio duma planície onde só ela esteja, é a distância entre a seiva profunda e a casca, entre a folha e a raiz.”
― José Saramago, quote from The Year of the Death of Ricardo Reis


“... um homem não vai menos perdido por caminhar em linha recta.”
― José Saramago, quote from The Year of the Death of Ricardo Reis


“... um fazedor de versos que deixou a sua parte de loucura no mundo, é essa a grande diferença que há entre os poetas e os doidos, o destino da loucura que os tomou.”
― José Saramago, quote from The Year of the Death of Ricardo Reis


“Perguntamo-nos o que viemos cá fazer, que lágrima foi que guardámos para verter aqui, e porquê, se as não chorámos em tempo próprio, talvez por ter sido então menor a dor que o espanto, só depois é que ela veio, surda, como se todo o corpo fosse um único músculo pisado por dentro, sem nódoa negra que de nós mostrasse o lugar do luto.”
― José Saramago, quote from The Year of the Death of Ricardo Reis


“A esperança, só a esperança, nada mais, chega-se a um ponto em que não há mais nada senão ela, é então que descobrimos que ainda temos tudo.”
― José Saramago, quote from The Year of the Death of Ricardo Reis



“Também no interior do corpo a treva é profunda, e contudo o sangue chega ao coração, o cérebro é cego e pode ver, é surdo e ouve, não tem mãos e alcança, o homem claro está, é o labirinto de si mesmo.”
― José Saramago, quote from The Year of the Death of Ricardo Reis


“... esperava sentir, quando aqui chegasse, quando tocasse estes ferros, um abalo na alma profunda, uma dilaceração, um terramoto interior, como grandes cidades caindo silenciosamente porque lá não estamos...”
― José Saramago, quote from The Year of the Death of Ricardo Reis


“Vivem em nós inúmeros, se penso ou sinto, ignoro quem é que pensa ou sente, sou somente o lugar onde se pensa e sente e, não acabando aqui, é como se acabasse, uma vez que para além de pensar e sentir não há mais nada.”
― José Saramago, quote from The Year of the Death of Ricardo Reis


“Dois, sejam eles quem forem não se somam, multiplicam-se”
― José Saramago, quote from The Year of the Death of Ricardo Reis


“um homem mesmo com os seus dois olhos intactos precisa duma luz que o preceda, aquilo em que acredita ou que aspira, as próprias dúvidas servem, à falta de melhor.”
― José Saramago, quote from The Year of the Death of Ricardo Reis



“Ora, a solidão, ainda vai ter de aprender muito para saber o que isso é, Sempre vivi só, Também eu, mas a solidão não é viver só, a solidão é não sermos capazes de fazer companhia a alguém ou a alguma coisa que está dentro de nós, a solidão não é uma árvore no meio duma planície onde só ela esteja, é a distância entre a seiva profunda e a casca, entre a folha e a raiz, Você está a tresvariar, tudo quanto menciona está ligado entre si, aí não há nenhuma solidão, Deixemos a árvore, olhe para dentro de si e veja a solidão, Como disse o outro, solitário andar por entre a gente, Pior do que isso, solitário estar onde nem nós próprios estamos.”
― José Saramago, quote from The Year of the Death of Ricardo Reis


“roda que amanhã não anda, andou já, e não andará mais, saiu-lhe o destino, não a sorte.”
― José Saramago, quote from The Year of the Death of Ricardo Reis


“...queira Deus que nunca se extinga a caridade para que não venha a acabar-se a pobreza...”
― José Saramago, quote from The Year of the Death of Ricardo Reis


“Estás só, ninguém o sabe, cale e finge, murmurou estas palavras em outro tempo escritas, e desprezou-as por não exprimirem a solidão, só o dizê-la, também ao silêncio e fingimento, por não serem capazes de mais que dizer, porque elas não são, as palavras, aquilo que declaram, estar só, caro senhor, é muito mais que conseguir dizê-lo e tê-lo dito.”
― José Saramago, quote from The Year of the Death of Ricardo Reis


“(...) Todos nós sofremos duma doença, duma doença básica, digamos assim, esta que é inseparável do que somos e que, duma certa maneira, faz aquilo que somos, se não seria mais exacto dizer que cada um de nós é a sua doença, por causa dela somos tão pouco, também por causa dela conseguimos ser tanto, entre uma coisa e outra venha o diabo e escolha, também se costuma dizer (...)”
― José Saramago, quote from The Year of the Death of Ricardo Reis



“الندم أقل الأشياء في العالم جدوى ، لأننا نقول عامة إننا نادمون لنستطيع التمتع بالمغفرة والنسيان ، كل واحد منا يستمر سراً في التعلق بأخطائه”
― José Saramago, quote from The Year of the Death of Ricardo Reis


“العاقل من يكتفي بالفرجة على العالم”
― José Saramago, quote from The Year of the Death of Ricardo Reis


“A letter is a most hazardous business, the written word allows no indecision, either distance or familiarity will emphasize the tone the letter establishes, and you end up with a relationship that is fiction”
― José Saramago, quote from The Year of the Death of Ricardo Reis


“Ci sono momenti così, crediamo nell’importanza di ciò che abbiamo detto o scritto fino a quel punto, soltanto perché non è stato possibile far tacere i suoni o cancellare i tratti, ma ci entra nel corpo la tentazione del silenzio, il fascino dell’immobilità, stare come stanno gli déi, zitti e tranquilli, solo ad assistere.”
― José Saramago, quote from The Year of the Death of Ricardo Reis


“Sempre vivi só, Também eu, mas a solidão não é viver só, a solidão é não sermos capazes de fazer companhia a alguém ou a alguma coisa que está dentro de nós, a solidão não é uma árvore no meio duma planície onde só ela esteja, é a distância entre a seiva profunda e a casca, entre a folha e a raiz”
― José Saramago, quote from The Year of the Death of Ricardo Reis



“Mas há entre os nossos portugueses muita sede de martírio, muito apetite de sacrifício, muita fome de abnegação...”
― José Saramago, quote from The Year of the Death of Ricardo Reis


“Hoje é o último dia do ano. Em todo o mundo que este calendário rege andam as pessoas entretidas a debates consigo mesmas as boas ações que tencionam praticar no ano que entra, jurando que vão ser retas, justas e equânimes, que da sua emendada boca não voltará a sair uma palavra má, uma mentira, uma insidia, ainda que as merecesse o inimigo, claro que é das pessoas vulgar que estamos falando, as outras, as de exceção, as incomuns, regulam-se por razões suas próprias para serem e fazerem o contrário sempre que lhes apetece ou aproveite, essas são as que não se deixam iludir, chegam a rir-se de nós e das boas intenções que mostramos, mas, enfim, vamos aprendendo com a experiencia, logo nos primeiros dias de Janeiro teremos esquecido metade do que havíamos prometido, e, tendo esquecido tanto, não há realmente motivo para cumprir o resto, é como um castelo de cartas, se já lhe faltam as obras superiores, melhor é que caia tudo e se confundam os naipes. Por isso é duvidoso ter-se despedido Cristo da vida com as palavras da escritura, as de Mateus e Marcos, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste, ou as de Lucas, Pai, nas tuas mãos entrego o meu espirito, ou as de João, Tudo está cumprido, o que Cristo disse foi, palavra de honra, qualquer pessoa popular sabe que esta é a verdade, Adeus mundo, cada vez a pior. Mas os deuses de Ricardo Reis são outros, silenciosas entidades que nos olham indiferentes, para quem o mal e o bem são menos que palavras, por as não dizerem eles nunca, e como as diriam, se mesmo entre o bem e o mal não sabem distinguir, indo como nós vamos no rio das coisas, só ditamos. Esta lição nos foi dada para que não nos afadiguemos a jurar novas e melhores intenções para o ano que tem, por elas não nos julgarão os deuses, pelas obras, também não, só juízes humanos ousam julgar, os deuses nunca, porque se supõe saberem tudo, salvo se tudo isto é falso, se justamente não é sua ocupação única esquecerem em cada momento o que do cada momento lhes vão ensinando os atos dos homens, os bons como os maus, iguais derradeiramente para os deuses, porque inúteis lhes são. Não digamos Amanhã farei, porque o mais certo é estarmos cansados amanhã, digamos antes, Depois de amanhã, sempre teremos um dia de intervalo para mudar de opinião e projeto, porém ainda mais prudente seria dizer, Um dia decidirei quando será o dia de dizer depois de amanhã, e talvez nem seja preciso, se a morte definidora vier antes desobrigar-me do compromisso, liberdade que a nós próprios negamos.”
― José Saramago, quote from The Year of the Death of Ricardo Reis


“ليست الكلمات المتلفظ بها ، والأفعال المنجزة هي الأسواء ، الأسواء ، الذي لا يمكن علاجه ، هو الحركة التي لم نقم بها ، الكلمة التي لم نقلها ، واللتان كان يمكن ان تعطي معنى لما فعلناه وقلناه”
― José Saramago, quote from The Year of the Death of Ricardo Reis


“... aborrece os odores nocturnos, aquelas expansões do corpo a que nem poetas escapam".”
― José Saramago, quote from The Year of the Death of Ricardo Reis


“La soledad no es vivir solo, la soledad es no ser capaz de hacer compañía a alguien...”
― José Saramago, quote from The Year of the Death of Ricardo Reis



“Não é Ricardo Reis quem pensa estes pensamentos nem um daqueles inúmeros que dentro de si moram, é talvez o próprio pensamento que se vai pensando, ou apenas pensando, enquanto ele assiste, surpreendido, ao desenrolar de um fio que o leva por caminhos e corredores ignotos (...)”
― José Saramago, quote from The Year of the Death of Ricardo Reis


“(...) a realidade não suporta o seu reflexo, rejeita-o, só uma outra realidade, qual seja, pode ser colocada no lugar daquela que se quis expressar, e, sendo diferentes entre si, mutuamente se mostram, explicam e enumeram, a realidade como invenção que foi, a invenção como realidade que será.”
― José Saramago, quote from The Year of the Death of Ricardo Reis


“Više nas zamaraju stvari koje nismo uradili, da jesmo, bili bismo odmorni.”
― José Saramago, quote from The Year of the Death of Ricardo Reis


About the author

José Saramago
Born place: in Golegã, Azinhaga, Portugal
Born date November 16, 1922
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Popular quotes

“A small part of the South not yet gone with the wind.”
― Leila Meacham, quote from Roses


“To achieve accurate knowledge of others, if such a thing were possible, we could only ever arrive at it through the slow and unsure recognition of our own initial optical inaccuracies. However, such knowledge is not possible: for, while our vision of others is being adjusted, they, who are not made of mere brute matter, are also changing; we think we have managed to see them more clearly, but they shift; and when we believe we have them fully in focus, it is merely our older images of them that we have clarified, but which are themselves already out of date.”
― Marcel Proust, quote from In the Shadow of Young Girls in Flower


“She had heard it said that, before you could understand anybody, you needed to walk a mile in their shoes, which did not make a whole lot of sense, because probably AFTER you had walked a mile in their shoes, you would understand that they were chasing you and accusing you of the theft of a pair of shoes--although, of course, you could probably outrun them, owing to their lack of footwear.”
― Terry Pratchett, quote from I Shall Wear Midnight


“I love weather. I'm a connoisseur of weather. Wherever my travels take me, the first thing I do is turn on the weather channel and see what's going on, what's coming. I like to know about regional weather patterns, how storms are created in different altitudes, what kinds of clouds are forming or dissipating or blowing through, where the winds are coming from, where they've been. That's not a passion everybody shares, I know, but I don't believe there are any people on earth who, properly sheltered, don't feel the peace inside a summer rain and the cleansing it brings, the renewal of the earth in its aftermath.”
― Johnny Cash, quote from Cash


“The most haunting thing was not that he didn't love her anymore. She could have accepted that eventually. The most haunting thing was that he did. He loved her from afar. He loved her in a way that was preserved in time, that couldn't be sullied. And she tended it in her careful, curatorial way.”
― Ann Brashares, quote from Forever in Blue: The Fourth Summer of the Sisterhood


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